O Instituto D. Isabel I (IDII) é uma organização não-governamental brasileira fundada em 13 de Maio de 2001, no Rio de Janeiro, para defender e revificar a memória da Princesa Imperial D. Isabel (1846-1921), que foi, no exílio francês, a Imperatriz do Brasil por trinta anos (1891-1921).

Ela nasceu em 29 de Julho de 1846, na Quinta da Boa Vista. Foi a última Bragança a reinar no Brasil e a primeira Orleans-e-Bragança, já que seu consórcio, em 1864, com o príncipe francês Gaston de Orleans (1842-1922), Conde de Eu, originou uma nova casa e dinastia.

O IDII advoga a causa sublime da Educação, através do conhecimento profundo de nossa História. Este é um víeis apropriado para resgatar os valores que herdamos de nossos antepassados, mormente os que viveram no princípio do século XIX, lutaram por nossa Independência e começaram a erguer o Brasil. Tem sido grande a negligência e o desconhecimento dos cientistas sociais brasileiros com a pesquisa histórica sobre as origens de nossa nacionalidade, em alguns meios acadêmicos.

Enxergamos que a falta de conhecimento histórico sobre o séc. XIX e princípios do XX induz os brasileiros a uma enorme lacuna em sua prática cidadã, visto que é nos fulcros da história nacional que se obtêm ferramentas para a demanda de direitos e o exercício de deveres.

Para que serve o IDII?

O abolicionismo foi o maior e mais importante movimento social do Brasil de Oitocentos. Foi a causa justíssima por que se bateram vários políticos da classe dirigente brasileira, contrapondo-os aos membros dessa mesma elite que advogavam a permanência da escravidão.

De um ponto de vista da história das ideias, pode-se considerar que o movimento abolicionista se iniciou na década de 1820, quando D. Pedro I liderou nosso processo de emancipação de sua própria Coroa — já que não houve meios de nos mantermos unidos a Portugal, que desde o retorno de D. João VI (1821) era dominado pelos burgueses e liberais das Cortes (Parlamento). D. Pedro I era, ele próprio, um não-escravagista, tendo escrito artigos sob pseudônimo em que defendia o fim da escravidão e tendo declarado que o sangue de todos tinha a mesma cor. Em verdade, ele era discípulo e quase “filho” de José Bonifácio de Andrada e Silva (1763-1838), o Patriarca da Independência e mentor do Império do Brasil.

D. Pedro II, como é amplamente sabido, foi nosso “rei-filósofo” — nada mais platônico! — e, portanto, sempre se contrapôs aos princípios desumanos que acompanhavam e mantinham a chamada “instituição servil” em nosso meio. Contudo, justiça se faça, nenhum de nossos monarcas foi mais abolicionista do que D. Isabel. Evidentemente que seria anacrônico exigir de seu pai e de seu avô comportamentos e decisões que somente poderiam ter sido os de sua época (fins do XIX), mas a verdade é que o cristianismo professado por ela ganhava uma dimensão tão incondicional em sua mente que não é errado alegar, como faz Joaquim Nabuco no capítulo “a parte da Dinastia” em Minha Formação, que ela ameaçara seu trono ao assinar, a 13 de Maio de 1888, dia mais glorioso da história do Brasil, a Lei Áurea, que equiparava todos os Brasileiros e remia o Brasil.

O Instituto que leva o nome da Redentora se pretende continuador dos projetos de justiça social que ela não pôde implementar no Brasil; daí a nossa proposta ser o neoabolicionismo.

Maiores informações sobre os projetos e realizações do Instituto podem ser acessados na seção “IDII” de nossa página oficial (www.idisabel.org.br).

O escritório do IDII fica em uma sala na Rua dos Andradas, em pleno centro histórico da Cidade do Rio de Janeiro, num local extremamente popular, conhecido por “Saara”, homenagem dos cariocas à grande quantidade de comerciantes de origem árabe que se estabeleceram ali durante o século XX. O imóvel é um bem patrimonial da Imperial Irmandade de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito dos Homens Pretos.

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